Quando o mercado entra em modo “incerteza”, ele costuma procurar dois tipos de exposição:
- proteção (ouro), e
- participação no ciclo (mineração e metais industriais).
Em janeiro de 2026, os fluxos confirmaram esse movimento. Na semana até 28 de janeiro de 2026, a Reuters mostrou entrada de ~US$ 2,25 bilhões em fundos de ouro e metais preciosos (maior desde 24 de dezembro), e também destacou metals & mining entre os líderes de inflow setorial.
Antes de decidir, entenda que “ouro” e “mineração” não são a mesma coisa — mesmo quando sobem juntos.
Ouro: por que volta quando o ruído sobe
Ouro como “seguro imperfeito”
O ouro costuma ganhar demanda como reserva/hedge em momentos de estresse, mas:
- pode ter correções rápidas,
- e não é uma “conta de juros”.
O World Gold Council reportou que 2025 teve inflows recordes em ETFs de ouro e aumento relevante de AUM/holdings, refletindo o papel do metal em ambientes de incerteza.
No próximo tópico você vai ver por que a mineração parece “ouro turbo”, mas pode te surpreender negativamente.
Metals & mining: quando mineração não é “ouro”
Por que mining pode subir junto — e por que o risco é diferente
A mineração (metals & mining) tende a se mover por:
- preço das commodities,
- custo de energia,
- risco operacional,
- e comportamento do mercado acionário.
A Financial Times destacou recentemente a forte valorização do setor de mineração em meio a alta de metais, ressaltando também volatilidade e risco de correções, além de fatores geopolíticos e dólar.
A regra simples: ouro ≠ mineradoras
- Ouro (ETF físico): mais “exposição direta” ao metal.
- Mineradoras (ETF de ações): exposição a empresas — com risco de gestão, dívida, custos e mercado acionário.
Uma explicação bem didática é que ETFs de mineradoras tendem a ter maior volatilidade e drawdowns que ETFs de ouro físico, porque carregam risco de equity e operacional.
Responsabilidade: mineração pode cair mesmo com ouro subindo, se mercado punir ações, custo subir ou empresa diluir acionista. Você pode perder capital.
Como usar na prática: “proteção” vs “ciclo”
Se seu objetivo é proteção (hedge)
- prioridade tende a ser ouro (exposição mais direta),
- tamanho pequeno (satélite),
- regra de rebalance.
Se seu objetivo é ciclo (aposta em commodities e crescimento)
- mineração/metais pode fazer sentido,
- mas com tolerância a volatilidade,
- e sabendo que correções podem ser fortes.
Antes de decidir, entenda que misturar os dois pode ser útil:
- ouro para amortecer,
- mining para “beta” de commodities — mas em dose pequena.
FAQ (Perguntas Frequentes) formato rich snippet
Como começar a investir em ETFs de ouro?
Comece pequeno, trate como satélite e rebalance por regra. Ouro pode proteger em estresse, mas também corrige.
ETFs de ouro são seguros?
Não há garantia. O preço do ouro oscila e você pode perder capital.
Vale a pena comprar mineradoras em vez de ouro?
Mineradoras podem subir mais em certos ciclos, mas normalmente são mais voláteis e carregam risco de ações/empresa.
Quais são os riscos de ETFs de mineração e metais?
Volatilidade, custos, risco operacional, risco acionário e correções quando o ciclo vira.
Fluxo para ouro significa que o mercado vai cair?
Não necessariamente. Fluxo pode refletir hedge e reposicionamento; não é previsão garantida.
Conclusão
O fluxo de 2026 mostra ouro e mineração voltando ao radar, mas a decisão madura é separar proteção (ouro) de ciclo (metals & mining). O que dá certo no longo prazo é processo: tamanho, regra e expectativa realista — sem promessas de dinheiro fácil.



