Fluxo para ETFs de commodities: ouro em recorde e urânio voltando ao radar como hedge macro

Commodities como hedge macro

Fluxo para ETFs de ouro explodiu em 2025 e a Índia bateu AUM recorde. Veja por que commodities viraram hedge e como urânio voltou a ter inflows.

Quando o mercado entra em modo “incerteza”, commodities costumam voltar ao centro não como promessa de ganho fácil, mas como ferramenta de hedge e diversificação. Em 2025, o ouro deu um sinal forte: ETFs de ouro na Índia bateram AUM recorde de US$ 10 bilhões após o maior inflow mensal da história, segundo dados associados ao World Gold Council.

No cenário global, reportagens apontaram inflows elevados em ETFs lastreados em ouro em 2025, com destaque para meses particularmente fortes.
E, do lado do tema energia, análises setoriais registraram que a tendência de outflows em ETFs de urânio reverteu para inflows em determinados momentos de 2025.
No próximo tópico, você vai entender o “porquê” por trás desse fluxo e os riscos de usar commodities como aposta.

Por que commodities voltam quando o regime macro muda

Commodities tendem a ganhar atenção quando:

  • juros reais caem ou o mercado espera cortes
  • dólar enfraquece
  • risco geopolítico aumenta
  • inflação e choque de oferta voltam ao radar

O ouro, em especial, costuma capturar a parte “segurança e proteção”. Reuters relatou força do ouro em 2025 com elementos de política monetária e demanda por proteção, reforçando o contexto de hedge.

Gold ETFs com inflows recordes e a virada do investidor (Índia como estudo de caso)

O caso da Índia é didático porque junta:

  • performance do ouro
  • incerteza macro
  • mudança cultural: do ouro físico para o ETF

A Reuters reportou que a Índia atingiu US$ 10 bilhões de AUM em gold ETFs após inflow mensal recorde e entradas muito acima de anos anteriores.

No global, o World Gold Council registrou meses e trimestres com inflows fortes, reforçando que o fenômeno não foi local.

Risco importante: ouro não gera fluxo de caixa. Ele pode cair e é sensível a juros reais e dólar.

Uranium ETFs e a reversão de outflows para inflows

Urânio é um tema com narrativa potente (transição energética, demanda por base load, reposição de oferta), mas também é altamente volátil e sujeito a ciclos.

Relatórios da Sprott destacaram que, em 2025, o sentimento do investidor reverberou em ETFs e ações, com reversão de outflows para inflows em ETFs de urânio em determinado momento.

O cuidado aqui é dobrado:

  • é um mercado menor, com mais impacto de fluxo
  • volatilidade é alta
  • timing ruim pode custar caro

Como usar commodities via ETF sem transformar hedge em aposta

  • Use tamanho pequeno se o objetivo é diversificação.
  • Não confunda “tema bom” com “preço bom”.
  • Defina regras: por que entra, quando reduz, quando sai.
  • Gestão de risco é obrigatória. Você pode perder capital.

Seção de FAQ

Por que o fluxo para ETFs de ouro cresceu tanto em 2025?
Por busca de proteção, expectativa de política monetária mais frouxa e incerteza macro, com meses de inflows fortes.

Índia realmente bateu recorde de AUM em gold ETFs?
Sim, reportagens indicaram AUM recorde de US$ 10 bilhões após inflow mensal histórico.

Urânio é hedge ou aposta?
Depende do uso. Em geral, é mais volátil e costuma se comportar mais como tema cíclico do que “proteção pura”.

ETFs de commodities são seguros?
Não. Podem ter forte volatilidade e drawdowns. São ferramentas, não garantias.

Conclusão

O fluxo para commodities em 2025 mostrou que o mercado voltou a comprar proteção: ouro com inflows fortes (e recorde na Índia) e temas como urânio reaparecendo após reversões de fluxo.
A lição é clara: commodities podem ajudar na diversificação, mas exigem disciplina, tamanho adequado e gestão de risco.

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