Os money market ETFs (e ETFs de ultra-curto) crescem quando o investidor quer duas coisas ao mesmo tempo: liquidez e remuneração do caixa. Só que existe um detalhe que quase ninguém mede direito: em produtos com retorno baixo, custo de execução (spread + slippage) pode representar uma fatia grande do resultado.
Por que o fluxo vai para ETFs de caixa
“Parking cash” é estratégia tática
Em fases de incerteza, muita gente prefere “esperar bem” antes de aumentar risco. O ETF vira uma peça operacional: simples de comprar/vender e com rendimento atrelado ao curto prazo.
Liquidez intradiária é útil, mas tem preço
Negociar em bolsa traz flexibilidade — e também traz o spread como custo de entrada/saída.
Yield vs custo total: o jeito correto de comparar
Custo total não é só taxa
- Taxa (TER): visível
- Bid-ask spread: custo de cruzar compra/venda
- Slippage: piora do preço na execução
- Horário: spreads podem ser maiores perto da abertura/fechamento
Regra prática
Se o objetivo é ficar pouco tempo, o spread pesa mais. Se você gira muito, paga spread “toda vez”.
Como reduzir o custo sem complicar
- Evite operar na abertura/fechamento.
- Use ordem limitada quando o spread estiver aberto.
- Prefira ETFs de caixa com maior liquidez/escala.
Transparência: mesmo em “caixa”, existe risco (taxa de juros, reinvestimento, execução). Você pode perder capital.
FAQ (rich snippet)
Como começar a usar money market ETFs?
Compare taxa, spread e liquidez. Use como parte tática do portfólio.
É seguro investir em ETFs de caixa?
Eles tendem a ser mais defensivos, mas não são “zero risco”. Custos e preço podem oscilar.
Vale a pena usar por poucos dias?
Pode, mas o spread pode consumir parte do rendimento principalmente em produtos menos líquidos.
Qual o melhor horário para negociar ETFs de caixa?
Em geral, evitando abertura/fechamento por spreads mais largos.
Quais custos invisíveis mais importam?
Bid-ask spread e slippage, além do impacto do horário.
Conclusão
Money market ETFs fazem sentido quando você mede o que importa: yield e custo total. O investidor consistente não “perde no detalhe”.



