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Bank of America amplia acesso a cripto via ETPs a partir de janeiro de 2026, reforçando institucionalização e exigindo mais suitability e educação de risco.
Introdução
O acesso institucional a criptomoedas continua avançando pelos canais tradicionais. A partir de 5 de janeiro de 2026, o Bank of America permitirá que consultores de áreas como Merrill e Merrill Edge recomendem ETPs de cripto para clientes de wealth management, dentro das políticas internas do banco. O movimento consolida a tendência de distribuição via produtos regulados e eleva o nível de exigência em suitability, controles e educação de risco.
O que muda na política do Bank of America
O Bank of America ampliará o escopo de produtos disponíveis aos clientes de wealth management, autorizando a recomendação de ETPs de cripto por consultores das plataformas Merrill e Merrill Edge.
Na prática, isso significa acesso indireto a cripto por meio de instrumentos listados e regulados, com processos de compliance, custódia e reporte integrados ao banco.
Por que ETPs são o caminho escolhido
Distribuição regulada e padronizada
ETPs oferecem exposição a cripto sem a necessidade de custódia direta por parte do cliente. Para bancos, isso reduz riscos operacionais e facilita:
- Governança e compliance
- Relatórios consolidados
- Integração a políticas internas de risco
Adequação ao perfil de wealth management
No segmento de gestão de patrimônio, a previsibilidade operacional e a clareza regulatória são essenciais. ETPs atendem melhor a esses critérios do que a compra direta de tokens.
O que isso sinaliza para a institucionalização do mercado
Bancos como principais canais de acesso
Com grandes bancos ampliando o acesso via produtos regulados, o mercado caminha para um modelo em que instituições tradicionais atuam como distribuidores centrais de cripto para investidores de maior patrimônio.
Esse movimento:
- Amplia a base institucional
- Reduz barreiras de entrada para perfis conservadores
- Aumenta a legitimidade do ativo no portfólio
Competição com fintechs e exchanges
A expansão via wealth management intensifica a competição com fintechs e exchanges, especialmente na captação de clientes de alta renda. O diferencial passa a ser:
- Relação de confiança
- Aconselhamento profissional
- Estrutura regulatória robusta
Suitability e educação de risco ganham protagonismo
Avaliação de perfil e limites de exposição
Ao permitir recomendações, o banco reforça a necessidade de suitability. Consultores precisam avaliar:
- Objetivos do cliente
- Tolerância a risco
- Horizonte de investimento
- Impacto da volatilidade
Cripto entra como componente de portfólio, não como aposta isolada.
Educação de risco como requisito
A ampliação do acesso também aumenta a responsabilidade de informar clientes sobre:
- Volatilidade elevada
- Riscos de mercado e de produto
- Diferenças entre exposição direta e via ETP
A educação de risco passa a ser parte central da oferta.
Impactos práticos para investidores
Mais acesso, mais estrutura
Para investidores, o movimento oferece:
- Acesso facilitado via canais conhecidos
- Relatórios integrados ao portfólio
- Suporte de consultores
Em contrapartida, pode haver custos mais altos e limites mais conservadores.
Menos fricção operacional
A compra via ETP elimina etapas técnicas como gestão de chaves e interação on-chain, o que atrai perfis menos técnicos.
Riscos e pontos de atenção
Apesar do avanço institucional, alguns cuidados permanecem:
- Criptoativos seguem voláteis
- Produtos regulados não eliminam risco de mercado
- ETPs podem ter tracking error e custos
- Acesso pode ser restrito a perfis específicos
Não há promessa de retorno, apenas ampliação de acesso dentro de um arcabouço controlado.
Perguntas frequentes sobre a ampliação do acesso a cripto
Quando a mudança entra em vigor
A partir de 5 de janeiro de 2026.
O acesso é direto a criptomoedas
Não. A exposição ocorre via ETPs regulados.
Todos os clientes poderão investir
Depende do perfil e das políticas de suitability.
Isso substitui exchanges
Não. É um canal alternativo, focado em wealth management.
O risco é menor via ETPs
O risco de mercado permanece; o que muda é a estrutura e a governança.
Conclusão
A decisão do Bank of America de ampliar o acesso a produtos cripto via ETPs para clientes de wealth management marca mais um passo na institucionalização do mercado. Ao priorizar produtos regulados e recomendação profissional, o banco fortalece a distribuição tradicional e eleva o padrão de controles, suitability e educação de risco.
Para o ecossistema, o recado é claro: a próxima fase do acesso a cripto passa cada vez mais por estruturas bancárias consolidadas, com foco em governança e integração ao portfólio tradicional.



