ETFs internacionais ganharam destaque em 2025 porque a diversificação geográfica voltou a “pagar” e o fluxo seguiu. A etf.com reportou que ETFs de ações internacionais captaram US$ 270 bilhões em 2025.
Antes de decidir, entenda o ponto-chave: ao investir fora, você compra dois riscos ao mesmo tempo:
- risco do mercado local (ações/empresas)
- risco cambial
No próximo tópico você vai ver quando o câmbio ajuda e quando ele vira o risco dominante da sua posição.
Por que investidores foram para ETFs internacionais
- Diversificação (reduzir dependência de um único país/mercado)
- Valuation relativo (dependendo do período)
- Ciclos econômicos diferentes
- Efeito moeda (em alguns anos o câmbio amplifica retorno)
Mas o investidor responsável não “romantiza” internacional: ele gerencia o câmbio.
Hedged vs unhedged: o que significa na prática
ETF sem hedge (unhedged)
Você fica exposto à moeda estrangeira.
Se a moeda valorizar contra a sua, ajuda. Se desvalorizar, atrapalha.
ETF com hedge cambial (hedged)
O fundo usa instrumentos (como contratos a termo/forwards) para reduzir o impacto do câmbio. A Investopedia explica que currency-hedged ETFs buscam reduzir exposição cambial usando, por exemplo, forwards.
Trade-off: hedge geralmente custa mais. A JustETF comenta que muitos ETFs com hedge são 0,1% a 0,3% mais caros ao ano do que equivalentes sem hedge.
Quando o hedge cambial faz mais sentido
Antes de decidir, pense por função:
- Objetivo: capturar o mercado local “puro” (sem volatilidade de câmbio) → hedge pode fazer sentido
- Objetivo: diversificação macro (incluindo moeda como diversificador) → sem hedge pode fazer sentido
- Prazo curto e medo de oscilação cambial → hedge tende a reduzir ruído
- Prazo longo e tolerância → moeda pode ser parte do jogo (mas não “certeza”)
Microestrutura e execução continuam valendo
Mesmo em ETFs internacionais, o básico não muda: spread e prêmios/descontos existem. O Investor Bulletin da SEC reforça que o investidor deve observar NAV, preço de fechamento e spreads.
FAQ (rich snippet)
ETFs internacionais valem a pena para diversificação?
Podem valer, desde que você entenda o risco cambial e o papel na carteira.
Como começar a investir em ETFs internacionais?
Defina região e objetivo (diversificação/renda/crescimento) e decida se o câmbio deve estar “hedged” ou não.
O que é um ETF com hedge cambial?
É um ETF que usa instrumentos (ex.: forwards) para reduzir a exposição ao câmbio.
Hedge cambial é “de graça”?
Geralmente não. ETFs hedged costumam ser 0,1%–0,3% mais caros ao ano.
Conclusão
Fluxo para ETFs internacionais é um sinal de busca por diversificação mas sua decisão depende do “risco dominante”: em muitos casos, é o câmbio. Com método, você para de operar “moeda sem querer”.



