Os ETFs ativos em 2025 entraram de vez no mainstream. A Morningstar registrou que, no primeiro semestre de 2025, ETFs ativos receberam US$ 183 bilhões em ativos.
E, no recorte do ano até o 3º trimestre, a Morningstar destacou que ETFs ativos capturaram mais inflows do que qualquer ano completo anterior.
O efeito colateral do boom é previsível: mais lançamentos, mais marketing e mais chance de o investidor comprar um produto pelo “storytelling” não pelo método.
Antes de decidir, entenda que “ativo” pode significar duas coisas bem diferentes: gestão com convicção ou gestão benchmark-aware (quase índice).
Por que ETFs ativos cresceram tão rápido
Três motores estão por trás do movimento:
- Wrapper eficiente (fácil de acessar, negociar e integrar em carteiras modelo).
- Demanda por flexibilidade (especialmente em renda fixa e abordagens de risco).
- Conversões e novas prateleiras (gestoras migrando formatos e ampliando oferta).
No próximo tópico você vai ver a “zona cinzenta” que mais confunde investidor: o shy active.
O que é “shy active” (e por que isso importa)
O Financial Times reportou críticas a ETFs vendidos como “ativos” que operam de forma “shy active” muito próximos do benchmark, com pequenas alterações, gerando debate sobre transparência e sobre o que o investidor está pagando.
Em paralelo, a Morningstar descreve que muitos produtos “ativos” (especialmente em certos mercados) são benchmark-aware e low-tracking-error — ou seja, ativos “tímidos”.
Isso não significa “é sempre ruim”. Significa que você precisa alinhar expectativa:
- Se você quer diferença real, shy active pode frustrar.
- Se você quer pequenos ajustes com risco controlado, pode fazer sentido.
Agora que isso está claro, vamos ao checklist para não comprar no escuro.
Checklist anti-marketing: como analisar um ETF ativo em 10 minutos
1) Mandato: o que ele pode e não pode fazer
Procure limites objetivos:
- concentração,
- derivativos,
- risco de crédito/duration (em renda fixa),
- exposição setorial/país.
Mandato vago = risco de surpresa.
2) Processo: como decisões viram carteira
Pergunte: o que faria o gestor mudar de ideia?
Se não há critérios, sobra narrativa.
3) Atividade real: “o quanto foge do índice”
Sinais práticos:
- posições muito parecidas com o benchmark,
- pouca mudança ao longo do tempo,
- tracking/risco muito colado no índice (quando divulgado).
4) Custos totais: taxa + fricção
Além do fee:
- spread,
- giro (turnover),
- impacto de execução.
5) Consistência de estilo
O maior risco de um “ativo confuso” é mudar de identidade quando o mercado muda.
E-E-A-T: ETF ativo pode ter períodos longos abaixo do benchmark e pode cair como qualquer outro ativo. Sem promessas. Gestão de risco é obrigatória.
FAQ (rich snippet)
ETFs ativos em 2025 tiveram recorde de entradas?
Sim. A Morningstar reportou US$ 183 bilhões no primeiro semestre de 2025 e inflows até o 3º trimestre maiores que qualquer ano completo anterior. Morningstar+1
O que é “shy active” em ETFs?
É quando o produto é vendido como ativo, mas segue o benchmark de perto, com ajustes pequenos. Financial Times+1
Como saber se estou pagando caro por algo que é quase índice?
Compare portfólio vs benchmark, estilo, risco e custo total.
ETF ativo é mais arriscado do que passivo?
Nem sempre, mas tende a ter mais decisões e pode concentrar riscos diferentes.
Qual o erro mais comum ao escolher ETF ativo?
Comprar pelo “tema” e ignorar mandato/processo/risco.
Conclusão
O crescimento dos ETFs ativos em 2025 trouxe ferramentas úteis e uma responsabilidade nova: separar processo real de rótulo atrativo.



