Os ETFs ativos em 2025 deixaram de ser “tendência de nicho” e viraram um dos centros do mercado. A Morningstar apontou que os ETFs ativos capturaram mais entradas nos três primeiros trimestres de 2025 do que em qualquer ano completo anterior. Morningstar
E a própria Morningstar também destacou um dado que muda o jogo: em 2025, ETFs ativos chegaram a representar uma fatia muito relevante dos inflows (em um recorte, citando 36% das entradas no período).
O problema é que recorde de demanda sempre traz o mesmo risco: prateleira cheia + marketing forte. E aí o investidor compra narrativa em vez de processo.
Antes de decidir, entenda que “ativo” não é sinônimo de “melhor”. É sinônimo de decisão e decisão pode dar certo ou errado.
Por que ETFs ativos explodiram em 2025
Três motivos aparecem com frequência:
1) O formato ETF ficou “adulto”
O investidor quer implementação simples (como um ETF) sem abrir mão de gestão ativa em certos mercados (crédito, duration, fatores, seleção).
2) Ambiente macro pede flexibilidade
Quando juros e riscos mudam, a promessa da gestão ativa é ajustar a exposição com mais liberdade.
3) Distribuição aumentou
ETFs ativos entraram em plataformas, carteiras modelo e prateleiras institucionais e isso acelera fluxo.
No próximo tópico você vai ver o ponto mais importante: como separar ETF ativo sério de “storytelling” caro.
Como avaliar ETF ativo sem cair no marketing
Mandato: o “contrato” real
Pergunte:
- Qual o objetivo (renda, preservação, alfa, baixa volatilidade)?
- Onde ele pode investir?
- Pode usar derivativos? Qual o limite?
Mandato vago costuma gerar surpresa em períodos ruins.
Processo: o que ele faz quando o cenário muda?
Você quer clareza sobre:
- critérios de compra/venda,
- frequência de mudanças,
- regras de risco (volatilidade, drawdown, limites).
Se a explicação é “depende do gestor” sem métricas, isso é frágil.
“Ativo de verdade” ou closet indexing?
Alguns fundos cobram como ativo e se comportam como “quase índice”.
Não é crime mas o investidor precisa saber se está pagando caro por algo que entrega beta.
Liquidez e capacidade
Se o ETF cresce rápido e compra ativos menos líquidos, o custo de execução pode piorar com o tempo.
Custo total (TCO): não é só a taxa
Mesmo ETF bom pode ser “caro na prática” por:
- spread,
- impacto de mercado,
- premium/discount (em casos específicos).
Fontes de referência (como materiais de capital markets) reforçam que custo total inclui mais do que expense ratio. Vanguard+1
Agora que isso está claro, você consegue transformar ETF ativo em ferramenta não em aposta emocional.
E-E-A-T: risco existe (e precisa ser dito)
ETFs ativos podem ter desempenho inferior, mudar comportamento em crise e sofrer com execução. Não há garantia de resultado. Gestão de risco e adequação ao perfil continuam obrigatórias.
FAQ (rich snippet)
ETFs ativos em 2025 bateram recordes de captação?
Sim. A Morningstar registrou que os ETFs ativos captaram mais entradas nos três primeiros trimestres de 2025 do que em qualquer ano completo anterior.
ETF ativo é automaticamente melhor do que passivo?
Não. Depende do mandato, processo, custos e se ele entrega algo diferente do índice.
Como identificar closet indexing em ETF ativo?
Compare exposição e risco com o benchmark, observe turnover, tracking e consistência do processo.
O que analisar além da taxa de administração?
Liquidez, spread, impacto de mercado e custo total de propriedade (TCO).
Fluxo alto significa performance futura melhor?
Não. Fluxo é demanda; performance depende do mercado e das decisões de gestão.
Conclusão
Os ETFs ativos em 2025 cresceram porque combinam praticidade com decisão ativa. Mas o investidor que vence no longo prazo não compra “história”: compra processo + transparência + custo total controlado.



