BlackRock caminha para recorde de fluxo na iShares em 2025. Entenda como distribuição, liquidez e prateleira explicam concentração e competição.
No mercado de ETFs, performance ajuda. Mas quem manda no jogo grande é distribuição: estar na prateleira certa, na plataforma certa, no modelo de carteira certo.
Em dezembro de 2025, a Reuters reportou que a BlackRock estava a caminho de atingir recorde anual de inflows na iShares, com aproximadamente US$ 450 bilhões no ano (até 5/dez) e forte contribuição do quarto trimestre. Reuters
Ao mesmo tempo, materiais de “year in review” da própria iShares descrevem 2025 como um ano de fluxos recordes em ETFs listados nos EUA, com entradas acima de US$ 1,3 trilhão no agregado até o começo de dezembro.
Por que “distribuição” explica tanto do fluxo
Liquidez atrai liquidez
ETFs grandes tendem a negociar melhor. Isso atrai mais alocação institucional e varejo.
Plataformas e carteiras modelo
Quando um emissor domina plataformas, ele aparece como “default” em rebalanceamentos e alocações recorrentes.
Linha completa de produtos
Quem oferece core + satélites (equity, bonds, commodities, alternativos) captura fluxo em vários regimes.
O lado B: concentração de fluxo e riscos para o investidor
O risco não é só “mercado”
Quando o investidor concentra tudo em um emissor ou em poucos produtos, ele se expõe a riscos operacionais, mudança de estrutura de taxas, e até risco de crowding.
Cuidado com narrativa de “líder sempre vence”
Liderança em fluxo não garante liderança em retorno. ETF é ferramenta; resultado depende do ativo e do risco que você está aceitando.
Como usar esse tema na prática, sem prometer ganho
Foque em execução e custo total
Em produtos muito negociados, a diferença de spread pode importar mais do que pequenos bps de taxa.
Diversifique fontes e teses
Não é “proibido” concentrar em iShares, mas é saudável entender alternativas e evitar dependência cega de prateleira.
Seção de FAQ
O que significa fluxo recorde da iShares em 2025?
Significa entradas líquidas muito altas nos ETFs da iShares, com Reuters apontando cerca de US$ 450 bilhões até o início de dezembro.
Por que distribuição é tão importante em ETFs?
Porque parte do fluxo vem de rebalanceamentos, plataformas e carteiras modelo, além de liquidez e presença em canais.
Fluxo alto é sinônimo de “melhor ETF”?
Não. Fluxo mede preferência e canal; “melhor” depende de objetivo, risco e custo total.
Concentração de fluxo aumenta risco?
Pode aumentar crowding e reduzir flexibilidade em choques, especialmente se muita gente estiver posicionada igual.
Como escolher sem cair no “ETF do momento”?
Defina objetivo, compare custos totais (taxa + spread), liquidez e encaixe na carteira.
Conclusão
O fluxo recorde da iShares em 2025 reforça uma tese central: ETFs são um mercado de produto, mas também de canal. Distribuição e liquidez criam vantagem cumulativa e isso explica concentração de fluxo.



